
Não tinha colocado aqui, mas saímos na edição de janeiro da revista Bravo!.
o que anda acontecendo.

Um bate bola com Fernanda no "Impressão digital" no site da Trama Virtual. Cofira em http://tramavirtual.uol.com.

Serviço:
SÁBADO, dia 08 de Agosto 2009
22h - abertura dos portões
www.INGRESSO.com.br
R$ 20 Estudante | R$ 40 Inteiro
Classificação: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanhado dos pais).
3 na Massa no Circo Voador
Bem sucedido projeto faz seu primeiro show na lona da Lapa
Grata surpresa no cenário musical e colecionando elogios por todos os cantos, o projeto 3 na Massa é composto pela bateria inflamada de Pupillo, o baixo aplicado de Dengue (ambos integrantes do consagrado Nação Zumbi), e pelo molho rítmico de Rica Amabis, do coletivo Instituto. E estes três músicos da pesada sobem ao palco do Circo Voador, no próximo dia 08 de agosto, sábado, a partir das 22h.
O melhor de tudo, é que os caras não vão estar sozinhos. Muito pelo contrário. Eles chegam acompanhados da bela voz da belíssima Céu, da atuante Karine Carvalho, da entidade urbana sônica e vocalista do Mamelo Sound System Lurdez da Luz, da cantora brasileira que mistura elementos da música cubana Marina de La Riva, e da vibrante Thalma de Freitas. Vale ressaltar que todas elas emprestaram anteriormente suas vozes ao projeto no já clássico cd “Na confraria das sedutoras”. Todas essas participações só dão a certeza que o 3 na Massa chega ao Circo Voador para envolver o público com músicas como “Tatuí”, “Enladeirada”, “Doce Guia”, entre outras, que são cantadas e contadas por estas vozes femininas.
E como a noite está uma verdadeira soma de talentos, adicionamos o experimental Dois em Um para o show de abertura, fusão do músico e produtor Luisão Pereira, com a violoncelista (que também canta) Fernanda Monteiro. A dupla recebeu os prêmios de "Revelação" e "Melhor Música do Ano", no festival "Bahia de Todos os Rocks". A discotecagem da noite fica por conta do DJ Lencinho, que faz um passeio do dub aos novos artistas como Curumin, Sobrado 112 e Turbo Trio.
Foto: Suzana Ribeiro


Olá!
O Combo: Fala+Joga com a participação do elenco da banda Dois em Um vai ao ar no dia 28/07 - Terça-feira, às 22:00hs pela Play Tv canal 86 na SKY em rede nacional ou via streaming pelo www.playtv.com.br, e também pelo Canal Oi, canal 31, BeloHorizonte/MG ou via streaming pelo www.canaloi.com.br.



ps meu (fernanda): olha o que ele está segurando! um sonho realizado...
Jonny Greenwood é um músico que realmente admiro MUITO. Seu trabalho como guitarrista do Radiohead, como compositor/arranjador em música erudita, enfim. Me inspira.

Revista Rolling Stone - edição 30 (Março)
Tudo em Casa
Por Filipe Albuquerque
Dois em um injeta bossa nova no indie pop melancólico
Dois "sim" em um cartório em Copacabana estabeleceram o início de uma parceria que transcendeu a afetividade. Da erudição de Fernanda Monteiro às referências do punk ao noise de Luisão Pereira, a bossa nova e o indie formaram as bases do duo Dois em Um. Gerado nasala do casal, em Salvador, o que era para ser um punhado de canções a serem mostradas aos amigos surge como promessa do pop independente nacional.
Nasceu em 2008 o fruto da união entre o ex-guitarrista da extinta banda Penélope e a violoncelista criada em orquestra e que acompanhou Maria Bethânia e Gal Costa. Entre as características do projeto, traços de bossa nova a Nara Leão e família Caymmi misturados com Stereolab, Portishead e melancolia. Batizado de Dois em Um,virou disco, lançado pelo selo Midsummer Madness.
"Fernanda é uma das pessoas que mais conhecem música indie", aponta Luisão, o marido orgulhoso. "Quando era pequena, ela queria aprender violoncelo para tocar com o Smashing Pumpkins." Já ele, apesar da adolescência punk, foi batizado em referências brasileiras pelo tio Ederaldo Gentil, sambista baiano gravado por Jair Rodrigues, Alcione e Clara Nunes. Além disso, Luisão nasceu e cresceu em Juazeiro (BA), mesma cidade de origem do pai da bossa nova João Gilberto.
As primeiras músicas lançadas no MySpace levantaram as orelhas do selo norte-americano Souvenir. Maroto, Luisão teve que se virar quando a gravadora solicitou o disco para distribuir nos Estados Unidos. "Eu disse a eles que iria demorar em remixar as músicas, mas era mentira", ri ao lembrar que na época só tinha cinco canções. O prazo solicitado para o "remix" foi tempo suficiente para escrever outras seis faixas, fechando os 11 títulos do álbum.
A soma de erudição, samba-bossa e ambiências pop tem corrido o país. Mas até agora foram apenas quatro shows, todos em Salvador. No palco, Luisão pilota guitarra, notebook, pedaleira e teclado, enquanto Fernanda empunha o violoncelo e assume a maioria dos vocais "No começo, não conseguia gostar da minha voz", ela admite. "Gosto da Nara Leão cantando, do Chet Baker, do João Gilberto. Tudo bem que só estou citando monstros, mas acho que é por aí."
confiram: http://www.rollingstone.com.br/edicoes/30/textos/3656/
disco a venda no: http://www.mmrecords.com.br
Canções de amor para hoje.
Em sua estreia, Dois em Um visita o tema com inspiração.
Amor. É dele que falam as comoventes canções do CD de estréia do Dois em Um – o casal Fernanda Monteiro (Orquestra Sinfônica da Bahia) e Luisão Pereira (ex- Penélope). Um amor romântico, mas sem ilusões: consciente de sua fragilidade. mas sem angústia; que se abre para o melhor, mas sabe que pior (o fim) sempre pode vir. É como Fernanda canta, serena, em "E se chover?": "Qual o vestido de dançar? E se chover?".
Enfim, o amor de hoje e o de sempre. O primeiro está nos arranjos que combinam velhos e novos timbres – violoncelo dela; guitarras, violões, Rhodes, banjo, banjo, programações, moog e melotron dele. O outro sustenta os versos que combinam as mesmas palavras de novas e velhas maneiras.
Clima onírico-portishead atravessa o disco.
Os ecos, as frases do violoncelo, os andamentos lentos, a voz sussurrada de Fernanda – que dança entre Nara Leão e Beth Gibbons – criam um clima onírico que atravessa o CD. Seja na bossa nova ("Deixa"), no samba ("Quem era eu?", apenas com guitarra e violoncelo), em praias ensolaradas e bacharachianas ("Dias"), em fanfarras ("E se chover?"), no terreno de um Fernando Mendes ("eu sempre avisei") ou na psicodelia circense ("Florália").
Gravado na sala de Fernanda e Luisão (autor de todas as músicas, só ou com parceiros), "Dois em Um" (Midsummer Madness) é retrato do amor na intimidade – na percepção não voyeurística do termo. Melancolia e alegria, a primeira como disfarce da última, como diz o verso de "Do seu lado".
Leonardo Lichote - Jornal O Globo (RJ) 20/01/2009.
www.doisemum.com




o parceiro Mateus esta vendendo belas camisas do dois em um. varias cores e tamanhos.
e mail: moraes.mateus@gmail.com
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Dia 22/12/2008 chega o disco!
reservas pelo doisemum@doisemum.com
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Dois em Um sempre, na Bahia ou na internet
Casal de músicos faz sucesso na rede e se afirma como uma das melhores novidades da música pop brasileira.
Por Leonardo Lichote
Historinha de amor: Luisão Pereira e Fernanda Monteiro se conheceram num chat sobre filosofia, em 2000. Descobriram que eram músicos, moravam no Rio, outras afinidades. Casarem-se, foram pra Salvador e... "Fim" não cabe aqui. Este foi, na verdade, o ponto de partida pra outra história da dupla, que como a anterior tem a internet como cenário. Luisão (ex-Penélope) e Fernanda (violoncelista da Orquestra Sinfônica da Bahia) atendem pelo nome de Dois em Um, uma das melhores novidades na música pop brasileira nos últimos meses.
Sem investimento em divulgação, o projeto tem cerca de 15 mil audições de suas canções no MySpace (www.myspace.com/doisemum). Entre os visitantes, estão os donos do selo americano Souvenir Records, que lança, apenas nos Estados Unidos, o primeiro CD deles.
Tudo pela internet, como tem sido o Dois em Um, foi lá que o projeto nasceu, sem planejamento, no dia em que Luisão tocava uma de suas músicas e Fernanda passou cantarolando a letra. Ele descobriu ali que ela cantava ("um segredo do nosso casamento", brinca o compositor). Como existia no MySpace um limite de canções, ele não poderia incluir a parceria em sua pagina, já com a cota fechada. Resolveram criar outra. Sem pensar muito, inspirados nos antigos sistemas de som dois-em-um, batizaram a dupla. Aos poucos, foram entrando outras músicas.
- Foi o retorno das pessoas, principalmente desconhecidas, que fizeram a gente acreditar que a banda existia – lembra Luisão. – Fernanda instalou um mapinha la na página (do site Clustrmaps, que marca os locais de onde vêm os acessos) e começaram a surgir pontinhos nos Estados Unidos, Europa, América do Sul. Eu desconfiava muito daquilo. Mas quando um amigo meu foi pra África, onde não havia marcar, pedi a ele pra acessar o site lá. E não é que apareceu um ponto em Angola? Ao lado da página do MySpace, há outro endereço fundamental para o Dois em Um. Afinal, foi na sala da casa onde moram em Salvador que o disco foi gravado. E é lá que eles vivem o cotidiano de casal/parceiros.
- Sou noturno, ela é diurna. Gravo de noite, ela ouve depois, diz o que está legal, o que não está. É muito exigente – diz Luisão. – No Dois em Um, não sei quando somos marido e mulher, mas também não sei quando não somos. Claro, há dias em que se está meio brigado, talvez não seja um bom dia para gravar.
Nas letras, há pouco de autobiográfico. Mas nossa música tem uma doçura, uma sensibilidade, que reflete a nossa relação. Dois em Um é muito amor. A frase de Luisão pode soar piegas para ouvidos mais cínicos. Mesmo esses, porém, terão dificuldade em acusar qualquer resquício meloso de romantismo no Dois em Um – das 11 faixas do disco, cinco podem ser ouvidas na pagina da banda, Melodias bonitas, andamentos lentos e harmonias por vezes estranhas. Emoldurando, texturas etéreas, que remetem de Radiohead a Burt Bacharach, entre outras referências.
As letras para as músicas de Luisão (dele mesmo ou dos parceiros Mateus Borba e Peu) se equilibram entre o ingênuo e o essencial, em versos como "Qual é o vestido de dançar? /E se chover?" ou "É, eu sempre avisei/Que podia acontecer/ De um dia você olhar pra nós/ E não mais me ver" Os timbres rascantes da guitarra dele dialogam com a ternura do violoncelo e da voz dela. A instrumentista de formação erudita, que circula pelo popular (gravou com o Kid Abelha, Arnaldo Antunes e, coincidentemente, Penélope, antes de conhecer Luisão), surpreende na estréia como cantora. – Não tenho técnica nem prática de canto, não cantava nem no chuveiro – brinca Fernanda – Minha preocupação é com a melodia, sem inventar firulas. Admiro cantores econômicos: Chet Baker, Nara..."Quem garante que o Myspace não vai sair do ar?"
O disco – a banda conversa com gravadoras sobre o lançamento no Brasil – inclui um samba no qual a percussão é toda feira na guitarra, com o plugue atuando como surdo. Há também um "encontro de trip hop com uma fanfarra do interior da Bahia". Na descrição de Luisão. E ainda uma bossa nova com sem de gramofone, chamada "Juazeiro, 1954" – referencia a cidade que serviu de lar aos pais de Luisão e também que deu ao mundo João Gilberto ("influência fortíssima", diz o guitarrista). Adepto ao MySpace, que chama de "a maior gravadora do mundo", Luisão porém vê o disco físico com romantismo e desconfia do futuro sem CDs: - Gosto muito de ter a ficha técnica, as letras, tanto que temos essas informações na nossa pagina. E o MP3 tem uma compressão estranha, anasalada. E quem garante que o MySpace não vai sair do ar amanhã? Há outra questão: por enquanto, só o MySpace fatura, o artista não ganha diretamente com o site. Isto tem que ser resolvido.
Hubo un tiempo en que la escena independiente brasileña tuvo la suerte de encontrarse con un par de proyectos brillantes capaces de mezclar influencias indie y música de su país. Hablo de los chicos de Belleatec, de Casino y de los amigos de Luisa Mandou Um Beijo, quienes alrededor del 2000, grabaron maquetas con referencias a Pavement, Mutantes, Nara Leão, Stereolab y a Adriana Calcanhoto. Todo muy bien cosido en canciones pegadizas y originales. Tras algunos años de pocas novedades en el indie-pop nacional, me encontré, en esa galaxia sin fin llamada myspace, con los extraordinarios Dois Em Um. De un lado, Bahia, Rio de Janeiro, el samba y la bossa nova. Del otro, el mundo, con toques de Múm y Grizzly Bear.
- Integrantes (nombre, instrumento, lugar de origen y de residencia actual):
Fernanda Monteiro: voz y cello. Carioca, vive hace 4 años en Salvador.
Luisão Pereira: guitarra eléctrica, guitarra acústica, bajo, teclados, programación y voz. Baiano, vive también en Salvador.
- ¿Cómo y cuándo han comenzado a tocar juntos?
Con Dois Em Um, en el 2007. En la vida, desde el 2003, cuando Fernanda participó en el último álbum de Penélope, Rock meu amor (Somlivre). Fernanda estuvo también en el trabajo solista de Luisão, Nota de um samba só (independiente/2006).
- Me resulta un poco complicado explicar la música que hacen. Veo algo de Múm, Nara Leão y me acuerdo mucho de Belleatec, excelente grupo de la transición de los 90 para los 00. ¿Qué influencias declaran ustedes?
Además de los artistas que has citado, hay mucha cosa que escuchamos. Imposible comentarlo todo. Fernanda tiene formación erudita, así que la música clásica tiene fuerte presencia en su vida. Pero siempre le gustó el rock también: Smashing Pumpkins, Radiohead, Andrew Bird... cada día descubre una nueva banda en la red. Va más indie que nunca.
De mi parte, voy de Beatles a João Gilberto, cruzando un montón de referencias que descubro y disfruto. Samba baiano antiguo... Nada fácil comentarlo: miro mi colección de cds y todo lo que está en Internet... Realmente difícil enumerar influencias.
- ¿De qué manera las experiencias en sus proyectos anteriores se hacen notar en la música de Dois Em Um?
Llevamos un poco de cada cosa que hicimos antes. Cada proyecto en el cual participé tiene algo mío; y yo sigo estando aquí. Intento mantener las buenas cosas que hice y no volver a repetir los mismos equívocos. Fernanda siente lo mismo.
- (Para Luis) Estuviste en Penélope, grupo que alcanzó destaque en el panorama de la música pop brasileña a finales de los 90. ¿Qué tal la vuelta a la producción independiente? ¿Crees que el mercado fonográfico aún tiene fuerzas para "abrazar nuevos artistas"? ¿Tienen alguna expectativa en ese sentido?
En realidad, no hubo una vuelta planificada. Continué componiendo y ahora con las facilidades de los home studios, empecé a grabar las cosas y a colgarlas en la red para los amigos que viven lejos. Internet cambió radicalmente los caminos de la música independiente. Comparado con la realidad de cuando empezamos con Penélope, en mediados de los 90, hoy tenemos muchas otras herramientas. Colgué algunos temas en los nuevos medios que están disponibles, y al final alcanzaron lugares que no nos imaginábamos. Pero la expectativa sigue siendo la de que los amigos distantes nos puedan escuchar. - Estilo musical:Todos (risas). Tranquila, sin pretensiones. Un baiano y una carioca tomándose un helado de tapioca (clase de harina del Nordeste de Brasil) y mirando el mar.
- Un nuevo artista emergente (sudamericano):
Wado, Ronei Jorge e os ladrões de bicicleta, Mister Spaceman.
- Cinco discos internacionales que estén escuchando en este momento:
Luisão: In Rainbows (Radiohead), Sky blue sky (Wilco), Yellow House (Grizzly Bear), Back in black (AC/DC) y Fingers crossed (Architecture in Helsinki).
Fernanda: Yellow House (Grizzly Bear), Flying Club Cup (Beirut), In Rainbows (Radiohead), Paris, La Belle Époque (Yo-Yo Ma y Kathryn Sttot), Rachmaninov – Miaskovsky (Truls Mork y J Yves Thibaudet).
- Ustedes tienen planes de publicar el primer álbum de Dois Em Um este año. ¿Será un lanzamiento independiente? ¿O saldrá bajo algún sello?
Estudiamos una propuesta que nos parece bastante interesante, no es de aquí (Brasil). ¡Ojalá se concrete! De algún modo, sea el que sea, el disco sale este año.
- La producción de los temas y de los vídeos de Dois em Um es realmente impresionante. ¿Muchos amigos ayudando?
En las canciones, lo hacemos todo en el home studio de casa. En el vídeo de "Deixa", usamos una cámara parada mientras Fernanda, Mateus y yo dibujábamos. El vídeo de "E se chover?" es un montaje de la animación Father and Daughter, de Michael Dudok.
- Lo que nos diferencia del resto es que...
¿Qué aspectos te hacen pensar que somos distintos? Lo único que sentimos - por lo menos respecto a la época en la que teníamos bandas "serias", con discográficas etc. - es que lo hacemos por el placer que nos da, sin fines comerciales o grandes expectativas - a no ser la de sentirnos felices con el resultado de cada tema.
- Ustedes participan en otros proyectos, ¿verdad?
Fernanda toca el cello en la OSBA (Orquestra Sinfônica da Bahia). Tiene también participaciones en muchas grabaciones de discos, dvds y conciertos de artistas de música popular. Luisão trabaja actualmente con producción de discos y conciertos. Algunos ejemplos: Los Hermanos, Nação Zumbi, Mombojó, Paralamas do Sucessos, Titãs, Canto dos Malditos, entre otros. Este mes se publicará el disco de Starla (banda baiana de rock), producido también por Luisão.
- Contacto (mail, myspace, web):
www.myspace.com/doisemum
doisemumcontato@gmail.com

DOIS EM UM, para quem não se lembra ou não chegou a conhecer, era um aparelho de som, geralmente grande (mas não muito), que dispunha de rádio e tape-deck ou rádio e toca-discos. Era comum em rodinhas de break e casas classe média. Hoje, dá nome a uma das bandas de... de... hã, vamos dizer, uma banda "alternativa e tropical" das mais promissoras de Salvador (Brasil? Mundo?). É isso mesmo. O som deles é algo (in)definido entre a bossa nova, o rock e o eletrônico. Luisão Pereira e Fernanda é o casal responsável por músicas de rara e quase insustentável leveza. Ele, ex-Penélope, cria os instrumentais, letras, texturas e climas; ela, musicista erudita, toca violoncelo e suspira uma voz doce e delicada. Em setembro de 2007 lançaram um EP com 5 músicas (já esgotado). Agora, finalizam um "disquinho cheio". Mas, por enquanto, fazem segredo do resultado das gravações.
Lima Trindade – Como tem sido a repercussão do EP? Estão satisfeitos com os resultados?
Luisão – Poxa, bastante! A sua vinda até nós é uma prova disto. Só temos tido boas surpresas desde que o EP saiu e disponibilizamos as canções também na internet.
LT – Nana Caymmi, Nina Simone, Ana Luísa, Nara Leão, Beth Gibbons, Elizabeth Fraser, Tracey Thorn... Seriam algumas das influências possíveis para a interpretação altamente poética e delicada da Fernanda? Ou poderíamos pensar também em cantores como Chet Baker ou Thorn Yorke?
Fernanda – Desses nomes maravilhosos que você citou, admiro Nara, Beth Gibbons, Chet Baker e o Thom Yorke. Talvez por admirá-los, eu acabe tentando, intuitivamente, parecer como eles. Digo intuitivamente porque não tenho formação nenhuma, teórica ou prática na área de canto, canto na raça mesmo(risos).
LT – E como foi essa história de se descobrir cantora? Sua família, na sua infância, incentivou você a desenvolver um gosto por Arte, a tornar-se musicista?
Fernanda – Meus pais sempre escutaram muita música em casa! O mais interessante é que eram duas "vertentes" bem definidas, (risos)... Minha mãe escutava tudo de música brasileira (boa) que você possa imaginar e também um pouco de música erudita. Meu pai era mais "pop-rock", escutava de Beatles a Bread, Supertramp, Crosby Stills Nash and Young, Cat Stevens... Tive acesso a essa diversidade toda dentro de casa. Quando era criança, tinha vontade de tocar violino, mas essa vontade de tocar algum instrumento ficou adormecida até a adolescência, que foi quando tomei contato com o Pearl Jam e outras coisas da era grunge (vivi a "fase áurea" do movimento grunge). Comecei a me interessar por rock e, assim, por violão e guitarra. Aprendi a tocar violão sozinha, com aquelas revistinhas de músicas cifradas. Entrei na Escola de Música Villa-Lobos lá no Rio pra estudar violão clássico, mas no primeiro semestre tive contato com o violoncelo e me apaixonei. Resolvi que ia estudar isso mesmo e desde então o violoncelo me acompanha e virou a minha profissão. E como sou abençoada por isso!
Quanto a "ser" cantora, foi totalmente por acaso. Luis estava aqui em casa, ouvindo composições dele. Sentei do seu lado e comecei a cantarolar junto. Aí ele resolveu gravar. No início foi difícil, mas com o tempo (e outras músicas depois...) foi ficando menos traumático (risos)!
LT – Vocês se vêem encaixados dentro de algum rótulo, seja ele rock melancólico, lo-fi, bossa nova, trip-hop ou pop?
Luisão – É complicado isto, sabemos que todo artista gosta de dizer "não me rotulem", mas a questão não é esta. Realmente não sabemos onde a música que fazemos se encaixa.
Dá uma agonia quando vamos disponibilizar canções em sites de música e lá tem que preencher o "gênero", ai aparece uma lista com trocentas coisas! Tanto que no myspace colocamos 'Alternativa' e 'tropical', foi o que nos pareceu mais lógico.
Tem muitos elementos ai nestes rótulos que você citou que está contido na gente. O lo-fi, é gravação caseira, sem muito recurso de estúdio - nos encaixamos. Tem várias bandas que gostamos e que dizem que é trip hop, então temos influência disto também. A bossa-nova... Bem, sou de Juazeiro e João é Deus, entende? (risos)
LT – E você encontrou "Deus" alguma vez? (risos)...
Luisão – Pois é, tive esta sorte. Ele conhece a minha família em Juazeiro, em especial meu irmão mais velho. Tenho lembranças dele de quando criança, já que a casa dos meus pais fica a três casas da casa onde ele nasceu e viveu enquanto morava lá. Mas um encontro marcante mesmo, veio acontecer muitos anos depois. Na época da Penélope, a nossa empresária era a Lucy Vianna, (mulher do Herbert Vianna). Ela falou da adoração dela por João Gilberto e eu falei que ele esteve próximo em alguns momentos da minha infância. Acho que ela não acreditou muito não. Equivaleria como se ela, que era inglesa, dissesse que conhecia o Paul McCartney da rua dela.
Um belo dia, estávamos embarcando com a Penélope para tocar no Rio Grande do Sul. Ao entrarmos na sala de embarque do Galeão, Lucy foi a primeira a avistar, sentado numa cadeira, afastada uns
- João!?
Ele apenas moveu os olhos pra mim e a sobrancelha esquerda.
- É que eu sou de Juazeiro, irmão de Tatau...
Ele no mesmo momento largou a revista, se levantou e me deu um lindo sorriso, acompanhado de um terno abraço. Começou a perguntar pelos meus pais, pela cidade... Eu nem conseguia assimilar direito o que ele falava, tamanha a minha emoção e surpresa pela simpatia que o João Gilberto é. Deu a chamada pro nosso vôo e eu tive que me despedir. Ele perguntou se eu estava indo pra Juazeiro, falei que não, que viajaria rápido, mas morava mesmo lá, no Rio. Ele prontamente pegou um papel e caneta e anotou o telefone dele.
– Diga a Tatau que me ligue e liga você também, pra me contar mais lá da terra.
Foram as últimas palavras dele. Voltei pra me juntar ao meu grupo completamente inflado. Eu, o "amigo de Deus", ali, indo me juntar aos meus amigos mortais! Rs
- Aê, muleque. Pegou até um autógrafo! (disse um carioca membro da equipe da Penélope)
- Não, é o telefone dele. Respondi orgulhoso e pisando nas nuvens mesmo antes de embarcar no avião (risos).
LT – Luisão fez parte do cenário do rock independente da última década do século passado, marcando sua história com a Penélope e também com o trabalho de produtor. O que mudou desde então na percepção de vocês do artista independente e seu espaço de atuação? Ou não mudou muito?
Luisão – A Penélope começou independente, mas com ela não tenho muita experiência pra falar sobre este mercado. Porque logo a banda foi contratada pela Sony Music e todas as nossas negociações, tramites e lançamentos eram daquele formato megalomaníaco das Majors. Depois de dois discos pela Sony lançamos ainda um pela Somlivre, e logo depois a banda acabou. Mas claro, sempre tive um olho e uma certa vivência no independente. Comecei a ter banda com 11 anos, coloquei muitas fitas-demo no correio, escrevi muitas cartas pra fanzines e toquei em muito inferninhos, rs! Hoje o processo é mais rápido, aperta o enter e vai! Mas algumas coisas ainda são parecidas.
LT – Que banda foi essa aos 11 anos? Tinha nome? Estilo? Conte mais.
Luisão – Conjuntivite. Era de Punk Rock, em Juazeiro, Bahia, no início dos anos 80. Surreal! rs
LT – Como vocês encaram o futuro da indústria musical? Ainda vale a pena lançar CD com capinha, ficha técnica, produção gráfica?
Fernanda – Sim, com certeza. E quanto mais baratearmos as coisas, melhor fica pra todo mundo. Eu gosto muito de artes gráficas, então quando penso em disco, penso música e apresentação visual daquela jornada musical. Luis fala que adora ler ficha técnica de discos. Quem gravou, mixou, masterizou, tocou, onde e quando foi gravado...
LT – Uma iniciativa como a do Radiohead, onde se podia pagar qualquer valor para baixar o disco e, depois, também lançou o CD nas lojas, é viável para um músico fora do mainstream?
Luisão – Se ele vive de shows sim. A internet é um ótimo instrumento pra propagação das canções. Mas não da pra viver só disto. No Brasil não há ainda a cultura de pagar por musicas baixadas na internet (exceto ringtones). Esta é uma questão muito complicada e um território bastante "labiríntico", porque uma série de outras coisas estão envolvidas. O compositor mesmo, vai viver como?
LT – Você pensa em alguma saída? Não acha que essa cultura pode ser mudada?
Luisão – Que pergunta difícil, quem me dera saber!
LT – Por falar nisso, vocês já começaram a gravar o "disquinho cheio"? O que está planejado de diferente do EP lançado em setembro e já esgotado? Há data prevista para lançamento?
Fernanda – Já estamos finalizando a gravação dele. A gente tem uma boa surpresa com relação à distribuição, recebemos um convite bem inusitado e muito em breve, assim que estiver tudo cem por cento, te contamos!
LT – Já estou ansioso. Mas falem a respeito do processo criativo de vocês. Trabalham inicialmente em separado ou partem de improvisações em conjunto?
Fernanda – Começa com Luis compondo, fazendo música e letra, e às vezes recorrendo a seus parceiros. Então já partimos pra gravação e vamos criando os arranjos durante esse processo.Tudo em casa mesmo, desde o metrônomo inicial ate a mixagem. As madrugadas aqui rendem.
LT – Achei curioso que todas as canções do EP tratassem de relacionamentos amorosos e do cotidiano dessas relações. Sei que há uma parceria do Luisão com o Mateus Borba. Isto é casual ou o fato de vocês formarem um casal interfere e determina esse caminho naturalmente?
Fernanda – Acho que é bastante casual. No caso das letras de Mateus, pelo que conheço da obra poética dele, amor, relacionamentos, musas, etc, são temas bastante recorrentes. No caso de Luis, a inspiração vem e ele "desce a mão", (risos). Nunca o vi pré-determinando escrever sobre alguma coisa.
LT – Luisão, você poderia falar também do seu trabalho de composição de trilhas sonoras e jingles? Acredita que quando ouvi a melodia de "Dias" eu me lembrei da abertura do seriado "As Panteras"?
Luisão – Você achou parecido?
LT – Não exatamente. Nem eu sei explicar se há conexão (risos)...
Luisão – Acho que em Dias tem um clima setentista mesmo, mais pro indie do Stereolab. Surgiu de uma brincadeira que Fernanda fez comigo, bem antes do Dois em Um: ela disse que as minhas composições eram "pop" demais, que talvez eu não soubesse compor algo mais "indie". Na mesma noite compus e gravei "Dias", mostrei pra ela no dia seguinte, todo orgulhoso, achando que havia vencido o desafio. E hoje você reforça a tese de Fernanda: "As Panteras" é pop pra cacete! (risos)
E sobre jingles, comecei em Juazeiro, mas a coisa engrenou mais quando vim morar
LT – E trilhas? Viveu a experiência de criar para longa ou curta metragem?
Luisão – Fiz três curtas e participei da trilha do longa "A Cartomante" (Globo Filmes). Fiz também uma canção para um musical infantil de fim de ano da TV Globo, chamado "A Terra dos Meninos Pelados".
LT – Pra fechar, vocês planejam fazer shows, turnês, dominar o mundo (risos)?
Luisão – Por enquanto terminar o disco, apagar a luz e ouví-lo. Depois quem sabe um belo sorvete de tapioca na Ribeira!! Aliás, o da Sorveteria da Barra tem estado mais gostoso, já percebeu??
Pô, Lima, você acha que eu vou deixar você publicar o nosso plano de dominar a Terra (risos)?!
Figurinha carimbada do rock soteropolitano, Luisão Pereira não sossegou depois do fim das atividades da Penélope, sua mais conhecida banda e que chegou a causar burburinhos na cena indie nacional no final dos anos 90 para logo depois engatar três discos por grandes gravadoras. Ele ampliou o leque de atuação instrumental (além da guitarra, pasou a explorar mais pianos e teclados, baixos e programações eletrônicas) e profissional (gravou jingles publicitários, temas musicais para curtas e longas-metragens mais programas de televisão. Em 2006, lançou um álbum solo, Nota de um Samba Só. Já carioca Fernanda Monteiro tem formação erudita. Toca violoncelo em orquestra sinfônica e grupos de câmera. Participou de concertos e gravações de DVD de cunhomais emepbístico, como Carlinhos Brown, Beto Guedes e o espetáculo A Ópera do Malandro.
Entre as atividades individuais e a vida de casal em Salvador, eles tocam em frente o DoisEmUm desde setembro de 2007, com o lançamento do primeiro EP, que leva o nome do duo. Como o nome já explicita, eles unem suas habilidades e formações diversificadas em um projeto que aposta na interface entre bossa nova, easy listening, eletrônico e pop dos bons. A voz doce e suave de Fernanda – que guia quase todas as músicas – mais a temática extremamente passional (os versos são recheados de cores, frescores, amores e dores) chega a remeter à Nara Leão do passado e do presente (na releitura por sua xará, Fernanda Takai, do Pato Fu). E Luisão é o cérebro criativo, assinando arranjos e as composições – solo ou com o parceiro Mateus Borba. Tudo na mesma, que por vezes se traveste de estúdio.
Segundo Luisão, tanto o surgimento da dupla (musicalmente falando) quanto ao uso de sons/coisas que remetem a toda essa fusão de estilos. "Foi tudo natural e descompromissado, nada pensado mesmo! Estava começando a compor e gravar aqui em casa o que seria apenas mais algumas músicas novas. Minha voz é terrível e, um dia, tentando fazer o registro de uma delas, Fernanda sentou ao meu lado e começou a cantarolar um pedaço da canção. Naquele momento vi que era a voz perfeita para aquilo que havia acabado de gravar e onde faltava algo. O algo era ela", conta.
Quanto à múltipla sonoridade, Luisão garante que é a soma de tudo o que eles ouvem e gostos. Apesar das formações diferentes como instrumentistas, existem muitas convergências nos gostos. "Mas há também muita coisa que eu não conheço e que ela me mostra e vice-versa. Aliás, vem daí o nome da dupla!".
"Eu Sempre Avisei" e "Deixa" são os destaques contrastantes do EP. A primeiraé uma tremendo lamento no melhor estilo Lupicínio Rodrigues – seja na dor-decotovelo, seja no pano de fundo rítmico, que remete ao samba-lamentação do qual o gaúcho é o expoente máximo. Já a outra é o momento pós-fossa de um casal. E até ganhou um singelo clipe feito com uma câmera fixa, três mãos, uma folha de papel e muitos rabiscos e desenhos.
Na quarta-feira de cinzas, o casal jogou uma música novinha na rede. "E Se Chover?". O detalhe a mais fica com leves pinceladas de um certo " psicodelismo sinfônico" a
O primeiro álbum da dupla está previsto para este ano.

Dois em Um – Site Move that Jukebox
Por Gabriel | fevereiro 24, 2008
Notas suaves que ecoam de um violoncelo, misturando-se com a doce e tímida voz de uma cantora (estreante, para nossa surpresa) e as idéias e necessidade de criação de um músico. Misture isso tudo a um pouco de Andrew Bird, João Gilberto, Nick Drake, Grizzly Bear. . . e por que não Radiohead?
Isso é parte de 'Dois em Um', projeto da carioca, violoncelista e gentil Fernanda Monteiro com Luisão Pereira, produtor musical baiano.
Conheci o projeto há pouco tempo, vagando pelo orkut e confesso a minha surpresa ao abrir o MySpace do duo. Mesmo nascido agora, em 2007, e com apenas 5 músicas gravadas, 'Dois em Um' já promete ser um dos grandes nomes para a música brasileira nos próximos tempos. E por incrível que pareça, todo o projeto foi desenvolvido na casa dos dois, o que não prejudica em nada a qualidade do trabalho.
Quer saber mais sobre "A soma de Fernanda Monteiro e Luisão Pereira"? Confira abaixo a entrevista com a Fernanda, vocalista e violoncelista do projeto.
MTJ: Qual a sua formação musical?
Fernanda: Como violoncelista, a mais "clássica" possível, rs. Mas antes de começar a estudar violoncelo, aos 13 anos resolvi aprender a tocar violão sozinha, porque fiquei super fã de Pearl Jam (estávamos no auge do "grunge") e tinha um violão de bobeira lá
MTJ: Como surgiu a idéia do 'Dois em Um'? Quais eram os projetos anteriores de vocês?
Fernanda: Bom, o fato de morarmos debaixo do mesmo teto e termos bastante tempo disponível juntos foi determinante, rsrsr. E Luisão ser um compositor super produtivo! Ele compõe muito e sentia a necessidade de ver suas músicas gravadas.
Luisão sempre teve bandas desde os 12 anos, a mais conhecida foi uma banda chamada Penélope (1996-2004) www.myspace.com/penelopebanda
MTJ: Como você conheceu o Luisão? Há quanto tempo dura essa parceria musical?
Fernanda: Nos conhecemos em 2001 e desde então estamos juntos, porém musicalmente falando o Dois em Um é o nosso primeiro projeto. Já tinha gravado com a Penélope no último disco deles ('Rock, meu amor' – 2003) e cheguei a acompanhá-los em alguns shows. Em 2006, já aqui em casa, gravei os violoncelos no 'Nota de um Samba Só'(www.myspace.com/luisaosongs), primeiro disco solo dele.
A idéia do duo só aconteceu em 2007.
MTJ: Você já teve passagens pela música erudita e popular. Qual seu principal foco no momento? Como o conhecimento erudito interfere nas composições?
Fernanda: Sempre é o erudito, que é o que me possibilita "viver de música", e que também é algo pelo qual sou apaixonada. Adoro tocar em orquestra(toco na Orquestra Sinfônica da Bahia), fazer música de câmara. Mas isso nunca me impediu de escutar e curtir música dos mais variados tipos.
Não sou compositora, meu trabalho enquanto musicista é realmente o de intérprete e no Dois em Um, todas as composições são de Luis (umas são parcerias). Neste nosso projeto, só me meto nos arranjos, não só no de violoncelos, mas no geral. E agora me atrevi a cantar, algo que nunca fiz na minha vida, nem no chuveiro!
MTJ: Quais influências vocês consideram ter sido determinantes nesse projeto?
Fernanda: Acho que o que me impulsionou a fazer algo assim, além de Luisão, é claro, foi o Andrew Bird. Não que eu queira fazer algo similar ao trabalho dele só que com o violoncelo em vez do violino! É que realmente o considero um gênio - enquanto cantor, compositor, instrumentista… O admiro muito! Fora ele, tem milhares de outras coisas, as mais relevantes(e que me lembro aqui de cara) são o Radiohead (cujo trabalho solo de composição do guitarrista Jonny Greenwood só vim a conhecer agora e achei maravilhoso), Grizzly Bear, João Gilberto, Nick Drake, Múm, coisas que ouvia na adolescência e ouço até hoje, como Stereolab, Sonic Youth, Beck, Smashing Pumpkins…
MTJ: Você é carioca mas reside na Bahia, certo? Como tem sido a aceitação do público baiano com relação ao projeto?
Fernanda: Isso. Como ainda não fizemos shows, as pessoas só têm escutado nossas músicas na web mesmo e pelo que nos escrevem e nos falam, a recepção tem sido ótima, melhor até do que esperávamos.
MTJ: Como ocorre o processo de composição?
Fernanda: Começa com Luisão compondo geralmente ao violão ou ao piano. Mateus Borba (http://www.myspace.com/mateusborba), que é parceiro dele, manda letras por email. Se a música sai com cara do Dois em Um, a gente já começa a pensar em arranjo e montar as bases. Nem ensaiamos nem nada, a música já sai da cabeça direto pro computador. Vamos criando os arranjos enquanto gravamos. Vamos experimentando… às vezes fica bom, às vezes fica ruim… rsrssrrs. E quando fica pronto soltamos no myspace e no tramavirtual.
MTJ: Vocês já lançaram um EP. Quais são os próximos planos e expectativas para 2008? Algum álbum a caminho?
Fernanda: Estamos pensando seriamente num disquinho cheio!
Fonte: http://movethatjukebox.wordpress.com/2008/02/24/entrevista_dois_em_um